Morre aos 84 anos Adelar Bertussi, um dos maiores símbolos da música gaúcha - Shows e Bailes

Morre aos 84 anos Adelar Bertussi, um dos maiores símbolos da música gaúcha

A confirmação da morte de um dos mais representativos artistas do Rio Grande do Sul foi publicada na página do grupo Os Bertussi. Referência quando o assunto era a gaita, Adelar morreu aos 84 anos em um hospital na cidade de Campo Largo, região de Curitiba.

Ele estava no Paraná para tocar um baile na capital do estado. Leia a nota oficial: “Informamos com muito pesar o falecimento de Adelar Bertussi, com seus 84 anos. Ele lutou pela vida, mas Deus quis ele do seu lado.
Em breve daremos mais informações. Obrigado por todas as orações fãs e amigos!”

Adelar Bertussi Siqueira nasceu em Caxias do Sul/RS, no dia 10 de Fevereiro de 1933. Criou com seu irmão Honeyde Bertussi (26 de fevereiro de 1923 – 04 de Janeiro de 1996) um grupo de baile que recebeu o nome de Irmãos Bertussi por um radialista.

Os “Irmãos Bertussi” marcaram época na música Brasileira a partir de 1955. Adelar e seu irmão foram os pioneiros da música tradicionalista gaúcha, e também foi o primeiro grupo a incluir a bateria em bailes, fato inédito, porque na época os artistas se apresentavam nos bailes com um pandeiro, uma gaita, um violão e um bumbo legüero.

Adelar deixou ‘Os Bertussi’ no ano de 1998, e passou o cargo para seu filho Gilney Bertussi. O conjunto “Os Bertussi”, liderado agora por Gilney Bertussi, filho de Adelar, continua a gravar discos e a animar bailes com o estilo inconfundível. Não é a toa que eles se referem constantemente à “Música Bertussi”. Com toda a razão, eles criaram escola.

Por último, Adelar apresentava-se em shows pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Adelar Bertussi foi músico, acordeonista, cantor e compositor destaque no cenário nacional. É um dos pioneiros na música tradicionalista gaúcha, junto com seu irmão Honeyde Bertussi. De família de músicos, em 1940, seu pai Fioravante Bertussi formou um grupo com seus quatro filhos para tocar em bailes e festas: Honeyde, tocava violão e acordeon, Walmor, Clarinete e bateria, Wilson, clarinete e saxofone e Adelar, ainda menino, tocava cavaquinho, gaita de botão e pandeiro, aperfeiçoando-se mais tarde em acordeon.

Na década de 1950, Honeyde e Adelar se destacaram tocando e cantando e formaram a maior dupla gaúcha de todos os tempos, os Irmãos Bertussi. Sua carreira de músico conta com mais de 70 anos de vida profissional. Entre LPs e CDs, possui mais de 50 discos gravados. Realizou mais de 6 mil apresentações entre bailes, shows e participações especiais no Brasil e exterior.

Possui mais de 400 músicas gravadas incluindo folclóricas e regionais do sul, além de músicas populares brasileiras, internacionais e clássicos. Também escreveu métodos de acordeon que em parceria com o Maestro Waldir Teixeira, lançou o primeiro método “Som Bertussi” e na sequencia o segundo volume intitulado “Som Bertussi – Som Maior”.

Entre títulos, homenagens, prêmios, troféus e diversas formas de reconhecimento que recebeu, destacam-se o Título de Cidadão Honorário do estado do Paraná e dos municípios de Pinhão (PR) e São Marcos (RS) e Emérito de Caxias do Sul (RS). Participação especial no 4º Encontro dos Tradicionalistas Gaúchos nos Estados Unidos e na Festa das Nações em Nova York, a inauguração do Monumento aos Irmãos Bertussi em frente a Fazenda Bertussi, o lançamento do livro de Renato Mendonça: Os Quatro Pilares da Tradição Gaúcha e do livro Coração Gaúcho – Irmãos Bertussi, de Tânia e Charles Tonet.

Também recebeu o Troféu Prêmio Açoriano, Melhores Gaiteiros do Mundo, e Prêmio da Música da Serra Gaúcha pela sua obra musical. Recentemente teve sua vida artística retratada em DVD no Documentário Musical chamado “Adelar Bertussi – O Tropeiro da Música Gaúcha”.

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